Vem, chega, ventila a dor.
A que vem por dentro,
A que (até) causa ardor.
Traz, causa paz.
Me faz menos intrínseco
E mais sagaz.
Depois, sei que vai embora.
Ficarei te aguardando de novo,
Com o sentimento bom de outrora.
Meus comentários, minhas visões, minhas (des)ilusões, esperanças, críticas, elogios. Vida retratada aos poucos.
Vem, chega, ventila a dor.
A que vem por dentro,
A que (até) causa ardor.
Traz, causa paz.
Me faz menos intrínseco
E mais sagaz.
Depois, sei que vai embora.
Ficarei te aguardando de novo,
Com o sentimento bom de outrora.
Sonhar ou realizar?
Os dois, desde que o esperar
Não seja afetado pelo desesperar.
Pensar ou fazer?
Os dois, desde que o saber
Não deixe esperar acontecer.
Perdoar ou esquecer?
Os dois, desde que arrefecer
Não signifique apenas esconder.
Será que o meu sacrifício
É tão maior que um suplício
Para que nem tudo seja assim difícil?
As manhãs calam os gritos da madrugada,
A fúria descontrolada,
A quietude disfarçada.
Espero que o escolher
Seja tão belo quanto o colher,
Que seja, pelo menos, merecer.
E, sem desesperar,
Que o viver possa, cada vez mais, inspirar,
E o amar, completar.
Sua simpatia
Só me cria empatia,
Gosto de ti mais do que queria.
Vou embora, tenho que ir.
Mas espero te ver sem pedir,
Pra, de novo, bem eu me sentir.